Desenvolvimento sustentável: onde começa e onde termina a responsabilidade social de empresas e consumidores finais
18 junho 2021 - belohorizonte

Em 2021, já está nítido que pensar no desenvolvimento sustentável é mais do que uma estratégia para melhorar a reputação de empresas, é também uma necessidade do presente.

Se a sociedade civil e o mundo corporativo não começarem a agir imediatamente, muito será perdido de maneira irreparável. Estamos falando de biomas completamente destruídos, espécies extintas, novas doenças e crises sanitárias, que surgem com esse desequilíbrio ecológico, e muito mais.

Para ajudar no planejamento de ações conjuntas e com resultados impactantes, a ONU utiliza, desde 2015, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Esta é uma lista de metas que as principais nações do mundo utilizam para elaborar diretrizes e planos de ação para agir de maneira mais sustentável.

Mais atitudes e menos propagandas

Dentre os objetivos estabelecidos pela ONU nas 17 ODS são contemplados ‘Energia acessível e limpa’, ‘Cidades e Comunidades Sustentáveis’ e ‘Combates às Alterações Climáticas’.

Dentro de cada uma dessas metas existem ações que podem ser feitas por cidadãos comuns. Mas os planos com resultados de maior impacto devem contar com a ajuda das grandes corporações também. Afinal, são elas as responsáveis por grande parte do desmatamento, escassez de recursos naturais, produção em massa e emissão de gases poluentes na atmosfera.

Cobrar atitudes dos consumidores e criar campanhas de conscientização para redução de consumo e produção de lixo, incentivo de consumo de materiais melhores para o meio ambiente e iniciativas que promovem a educação acerca do tema são essenciais para a luta em prol do planeta.

Afinal, é através das informações que os cidadãos conseguem cobrar do Governo e dos empresários atitudes em conformidade com as 17 ODS. Mas, sem corporações que promovam de fato mudanças significativas e sustentáveis, tudo será em vão.

Cobrança e vigilância

Além de cobrar atitudes responsáveis das empresas, é importante também que a sociedade civil conheça a lei e denuncie atos ilegais que agridem a natureza. Outra atitude que tem forçado a mudança em diversas indústrias é o boicote a marcas que não agem de forma a contribuir com o meio ambiente.

Recentemente, a campanha Salve o Ralph expôs várias empresas da indústria da beleza e higiene pessoal que ainda fazem testes em animais. O curta-metragem viralizou e fez com que milhares de pessoas questionassem e pedissem por mudanças.

Outro exemplo significativo foi o anúncio feito pela Nescau, empresa da indústria alimentícia que conseguiu substituir 100% de seus canudinhos de plástico por canudos de papel.

Essa cobrança não só promove mudanças impactantes como também deixa claro a mensagem de que algumas atitudes por parte do mundo dos negócios não serão mais aceitas. Isso faz com que pensemos na lógica reversa da responsabilidade social das empresas.

Está mais do que na hora de as empresas fazerem compromissos em público e comprovarem com resultados que estão cumprindo suas metas de sustentabilidade.

O mantra atual é “Seja a mudança que você quer ver no mundo e cobre das empresas a parte delas”. Não existe transformação sem a participação de todas as esferas de poder. Nós, do Impact HUB BH, temos várias iniciativas em prol do desenvolvimento sustentável, siga-nos no Instagram para saber mais! (colocar o hiperlink do perfil do Instagram)

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