Solange Mata Machado, mestre em Estratégia e Inovação e facilitadora do curso Toró de Ideias, promovido na última semana pelo Impact Hub, deixa claro que para gerar inovação é preciso criar novos modelos mentais.

Antes de trabalhar ferramentar e técnicas de ideiação a partir de desafios reais propostos pelos participantes, Solange fez uma axplanação interessante sobre como o nosso cérebro funciona.

Todo ser humano possui uma parte do cérebro que funciona involuntariamente e outra que age de forma voluntária. O cérebro involuntário atua de um jeito rápido e funciona automaticamente. Já para acessar a parte voluntária do cérebro é preciso de esforço, pois ele responde de forma mais lenta. Por conta disso, quando queremos gerar algo novo, é preciso de um bom  volume de ideias. É necessário quantidade para alcançar a qualidade. As primeiras 5 ou 6 ideias que temos, por mais inovadoras que pareçam, foram geradas pelo cérebro involuntário. Acreditamos serem ideias diferenciadas, pois grande parte do que o nosso cérebro guarda, nós acessamos de forma insconscinete. No entanto, o que gera a possibilidade de criação de conexões realmente novas e surpreendentes é o volume de ideias. Quanto mais ideias buscarmos, mais acessamos a parte voluntária do cérebro, que guarda o que nos é mais incomum. Por isso, para que técnicas como brainstorming e brainwriting sejam eficazes é necessário suspender julgamentos e trabalhar a flexibilidade mental, dando fluência a ideias, mesmo que essas pareçam desconexas. Presuuposto são hábitos mentais e precisamos fugir dele se a intenção é ser criativo.

Esse foi só um dos alertas dados por Solange, que já fez especializações em inovação nos Estados Unidos, China e Israel. Solange também enfatiza que a geração de ideias é, na verdade, apenas parte do processo de inovação. Às vezes, escolher a ideia é tão ou mais importante do que a criação dela.

Para os participantes, que chegaram ao curso com o desejo de encontrar respostas para seus desafios profissionais e pessoais, o Toró de Ideias se mostrou bastante estimulante e útil. “Como gerar produtos inovadores e sem orçamento?”, “Como pensar estrategicamente com um volume de trabalho tão grande?”, “Como fazer escolhas prazerosas para mim e, ao mesmo tempo, impactante para as pessoas?” ou “Como conjugar os desejos e gostos dos clientes, com o que meus talentos podem proporcionar?” foram alguns dos desafios que apareceram. Ao final do curso, depois de duas noites de dedicação, aprendizado e trabalho intenso, os relatos mostraram que a experiência foi muito enriquecedora.

Núbia Soncim, publicitária, diz ter sido surpreendida, em alguns momentos, por ver tão nitidamente os vícios que possui para gerar ideias. “Foi uma experiência positiva, vi coisas que preciso praticar e acredito que terei sucesso aplicando as ferramentas apresentadas no meu dia a dia.”. Fabrício Verçosa, que trabalha com Relacionamento em uma Agência de Relações Públicas, diz que “será certo o uso das técnicas dadas no curso, afim de otimizar o processo criativo no meu trabalho”. Já Alessandra Malaquias, relações públicas, afirma: “o Toró de Ideias me fez ousar e ter ideias sem pré-conceitos”.

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